quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Luau na Vila Flórida


Luau na Vila Flórida

A galera da região já tava querendo organizar uma parada para os artistas locais
exporem sua arte e de quebra reunir a rapaziada. De primeira instância seria um
sarau. E como a intenção era encontrar com os brothers, tomar uns gorós
(de leve), ouvir uma boa música, bater um papo, isso tudo o que a gente já conhece,
acabou rolando com um outro formato, um LUAU. Assim ... na praça mesmo, sem muitas mazelas
e desculpas. Com iniciativa do Preto SDF, Roberto Preto, Rochelle e apoio do Danda
(Nação do Reggae Pura Resistência - Rua 13, Vila Flórida) conseguimos realizar um evento pequeno na estrutura, mas grande
no sentimento. O que acontece com tudo o que fazemos com respeito e disciplina.
Um evento depende de pessoas, então começamos dividindo as tarefas com os organizadores.
O Danda se incubio de pintar as guias da praça e pela disposição da mesa de frutas, que
foi um dos atrativos da festa (fora outras coisas que ele se movimentou para acontecer).
Roberto Preto, ficou responsável pelos equipamentos de som, ou seja, como o cara é músico,
ele teve que se virar para montar um mini show em plena praça. Aconteceu. As pessoas que
não colovam e não deixavam as crianças brincar no local, cederam para a cultura e diversidade.
A vizinhança fez parte desse cenário. A iluminação ficou por conta da Rochelle e Preto SDF,
que descolaram umas luzes de natal para alegrar uma árvore sem apetrechos, mais duas tochas
que deram o clima para o luau, iluminando quem se apresentasse
perante o microfone. Lembrando que essa última parte só aconteceu, pois a Índia (Oca da Índia,
próximo ao antigo pio XII) liberou as tochas.
Tivemos a colaboração dos polivantes Edgar e Isaque, que deram uma força pro negócio rolar,
as criançar que jogaram capoeira e das luzes de natal das árvores que os vizinhos já tinham
doado para a "Nação do Reggae Pura Resistência". Contando com a participação do militante do PCdoB, Duilio,
mostrando que a união do povo, independente da ideologia, bandeira, partido ou crença, pode acontecer
na tranquilidade, sem traumas. Duilio com seu assistente Paulo (rs) representaram na parte elétrica.
E como a praça já estava podada e limpa pela prefeitura, não tivemos que nos preocupar com esse porém.

Os manos da poesia, recitaram seu improsivo, deixando em xeque a importância de formentar dos
pensamentos, articulando e desenvoldendo com a platéia. Nessa levada, tivemos a importante
participação dos músicos da quebrada, que além de acompanhar os poetas urbanos, fizeram um som,
gratuitamente, somente pelo prazer de ver o pessoal curtir e cantar juntos várias canções, que
foi do rap ao samba, e do rock ao mpb.

Agradecemos a todos pela presença, pra você que colou e não nos conhece, e pra você que já nos
conhece e foi dar um salve. Valeu pelo incentivo galera.

A revolução começa em cada um de nós.

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